domingo, 31 de julho de 2011

Em entrevista deputado do PSDB dá indireta a Daniel Coelho

Um dos pré-candidatos à Prefeitura do Recife pelo PSDB, o deputado federal Bruno Araújo defendeu anteon­tem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que a legenda precisa priorizar, para a disputa majoritária na Capital pernambucana, os nomes que já são filiados ao partido. O recado foi uma indireta ao deputado estadual Daniel Coelho (PV), que está prestes a ingressar na legenda tucana, onde tem a possibilidade de disputar as eleições municipais no próximo ano. “O PSDB vai trabalhar primeiro com alternativa de candidatura própria. Agora, neste momento, nós falamos dos que já estão dentro do partido”, assinalou.

O tucano ressaltou que continuará à disposição da legenda para disputar a Prefeitura, mesmo sem uma base política-eleitoral forte no Recife e preferir priorizar o trabalho no plano nacional. No entanto negou que haverá uma disputa interna na sigla em torno da candidatura - com a filiação de Daniel Coelho, o PSDB poderá ter três opções, incluindo a vereadora Aline Mariano. “Eu diria que quem chega depois pode sentar na janela, mas isso passa por um processo de discussão interna. Quem está na janela, pode dar o lugar para quem está chegando”, afirmou.

Inserido no Congresso Nacional, onde acompanha os escândalos que atingiram o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Bruno Araújo fez ainda uma avaliação de como será o segundo semestre na Câmara Federal, que retoma as atividades na próxima terça-feira. “O Governo, nesses últimos três meses, tem sido sugado para gerenciar problemas. É Palocci, Luís Sérgio, DNIT... Isso extrai tempo importante. Neste segundo semestre, o Governo vai continuar muito preso às sequelas das discussões do primeiro semestre”, opinou.

Segundo o tucano, mesmo com todas as providências, a presidente Dilma demorou a tomar uma atitude que pudesse conter os escândalos. “É bom lembrar que estamos com nove anos de adminitração. A presidente era ministra-chefe,  mãe do PAC e não sabia que acontecia? O (ex) ministro (Alfredo Nascimento/Transportes) saiu, se candidatou... Se elegeu senador e a presidente convidou o mesmo ministro para a pasta que ela sabia que tinha problemas”, frisou.

OBRAS
Com todas as denúncias que atingem o Ministério dos Transportes, o deputado afirmou que não concorda com a paralisação de obras onde não são identificadas irregularidades. “Eu acho que paralisar as obras quando não se tem determinação do Tribunal de Contas, acho que é ainda mais temerário, porque população paga uma conta ainda muito maior. O prejuízo é ainda maior”, justificou. Quanto a uma CPI para apurar as denúncias, Bruno Araújo reconhece ser difícil, porque a oposição não tem número suficiente de parlamentares, nem dá para confiar nos governistas insatisfeitos.

Da Folha de PE

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