Enquanto o prefeito João da Costa (PT) se utiliza do sucesso do Carnaval do Recife para mostrar que sua gestão é competente, o presidente estadual do DEM, deputado federal Mendonça Filho, a classifica como “inoperante”. “Como gestor, ele (João da Costa) vai mal, as obras não andam. A cidade está mal cuidada, maltratada e sem manutenção. Existem obras nesta gestão que já viraram lenda, como o (viaduto) Capitão Temudo. A marca do Governo João da Costa é a inoperância e a ineficiência”, bateu, durante entrevista na Rádio Folha FM 96,7.Diante desse quadro, o dirigente democrata considera que há um sentimento de mudança entre os recifenses, já que o PT completará 12 anos no comando da Prefeitura do Recife. Segundo Mendonça, se na disputa municipal de 2008 mais de 40% dos eleitores não votaram no atual prefeito, há uma expectativa de que a oposição tenha maior chance no pleito do ano que vem. Contudo, o deputado reconhece que João da Costa é um candidato competitivo, mesmo não tendo a garantia de que o ex-prefeito e também federal João Paulo esteja no seu palanque.
O que é preciso, na avaliação de Mendonça Filho, é que DEM, PMDB, PSDB, PPS e PMN discutam em que conjuntura entrarão na eleição, se com uma ou mais candidaturas. “A estratégia sobre a candidatura ainda não foi definida, se vai ser cada um por si ou todos juntos. A construção vai se dando com o tempo. O fundamental é que a oposição esteja entrosada. Se vai ser um ou mais candidatos, isso só vai ser discutido mais adiante”, posicionou. O deputado federal também ressaltou que mantém conversas com o presidente nacional do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra. “Já tive divergências com Sérgio Guerra, mas nunca deixei de conversar com ele. Não vou deixar de conversar com o dirigente de um partido importante”, ponderou.
O nome de Mendonça é colocado como o mais provável entre os democratas, mas ele garante que ainda não está decidido se concorrerá à Prefeitura pela segunda vez. Alega não ter projeto político pessoal. “Não me excluo e nem me imponho como candidato para as próximas eleições. Depende das condições políticas e do partido, não é uma decisão pessoal”, assegurou.
NACIONAL
Prestes a assumir a vice-presidência nacional do DEM, Mendonça Filho terá a difícil missão de trabalhar na recuperação do partido para as próximas eleições. Na iminência de perder um dos seus principais quadros - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab -, ele admitiu que é preciso reconhecer que a sigla passa por um período de fragilidade devido à condição de legenda oposicionista. “O poderio do Governo, que tem a máquina pública ao seu lado nos limitou ao nosso papel de oposição. Ninguém gosta de estar na oposição, nem mesmo eu, mas se o povo nos colocou aqui, temos que cumprir o nosso papel”, afirmou.
Da Folha de PE
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