quarta-feira, 16 de março de 2011

Agripino assume presidência do DEM


                                                    Foto:Dida Sampaio/Agência Estado
O senador José Agripino, novo presidente do DEM, ao lado do deputado Rodrigo Maia, ex-presidente, e do ex-senador Marco Maciel (Foto: Dida Sampaio / Agência Estado)
José Agripino na convenção nacional do DEM

Reunida em Brasília para tentar estancar uma crise interna que ameaça esvaziar o partido, a cúpula do DEM escolheu nesta terça-feira (15) o senador José Agripino Maia (RN) o novo presidente nacional da sigla.
Agripino foi eleito para um mandato tampão de sete meses e terá a missão de estabelecer a união da legenda para recuperar seu prestígio.
Pouco antes de ser eleito, Agripino Maia afirmou que fará uma gestão de união entre a “sabedoria dos mais experientes e a juventude dos mais novos”, sem olhar para os “erros” do passado.
“Nosso partido está vivo por força das nossas ideias e dos nossos talentos. Não é hora de falar em erros. É hora de somar esforços da experiência dos mais experientes com a ousadia e juventude dos mais jovens. Se erros existiram, eles têm de servir de exemplo para que não aconteçam”, disse Agripino.A convenção ocorreu sob a atmosfera de uma possível debandada de integrantes do partido para uma nova sigla que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pretende criar, o PDB (Partido da Democracia Brasileira). Mesmo ausente do encontro, Kassab foi assunto principal dos integrantes do DEM que participaram da convenção.
Mais cedo, o prefeito avisou ao partido que não iria à convenção. Ele alegou compromissos em São Paulo para não comparecer ao encontro. "É natural a não presença dele na convenção por causa dos últimos movimentos dele, como a criação do novo partido", disse ACM Neto.
Ao fundar o PDB, o prefeito poderia driblar a regra da fidelidade partidária e promover a fusão do novo partido com o PSB. Kassab foi convidado a ingressar no PSB, mas a regra da fidelidade partidária impede a troca de partidos no exercício do mandato.Com a criação do PDB, Kassab estaria livre para deixar o DEM sem ser punido pela Justiça Eleitoral e posteriormente poderia promover a fusão com o PSB. Uma vez no PSB, o prefeito disputaria o governo de São Paulo em 2014.
Agripino afirmou que será “lamentável” se o prefeito de São Paulo deixar a sigla, mas lembrou que a grande maioria do DEM está unida e participou da convenção em Brasília.Para ele, não há chance de debandada de filiados com a saída de Kassab. “A grande maioria expressiva do partido está aqui, permanece conosco e faz parte da Executiva. Chance de haver debandada é nenhuma”, disse.
O deputado federal Rodrigo Maia (RJ), agora ex-presidente nacional da sigla, classificou as manobras de Kassab para formar outro partido como um ato “sem compreensão” e disse esperar que o prefeito de São Paulo “saia rápido” do DEM. Maia disse que a partir da convenção desta terça, o assunto Kassab está "encerrado" no DEM.“É um direito dele [sair do DEM]. Ele [Kassab] enxergou que o projeto do PT vai se prorrogar e com isso ele quer se adequar esse ciclo. Essa é minha interpretação sem conversar com ele. Agora, tomara que isso [a saída de Kassab do partido] ocorra rápido. É uma decisão dele porque da nossa parte hoje encerramos esse assunto”, disse Maia.
'Voto de confiança'
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que cogitava acompanhar Kassab, disse que não pretende deixar o partido. Para ele, o momento é de dar um voto de confiança para Agripino Maia e renovar os diretórios estaduais e municipais.
“Eu estava insatisfeito com o processo político do partido, que estava muito governamental. O partido se afastou das ruas, se distanciou das pessoas e, para mim, o partido tem que ter vida comunitária”, afirmou.
A senadora Kátia Abreu (TO) também falou em "voto de confiança" na legenda. “Com a eleição do Agripino, vamos dar um voto de confiança ao partido”, declarou.“O momento é de conciliação, os ânimos estão serenados. As divergências partidárias na política são como nuvens: passam. O momento é de união do partido”, afirmou o deputado federal licenciado Paulinho Bornhausen, secretário estadual em Santa Catarina.
Com informações do G1.com

Nenhum comentário: