A polêmica sobre a escolha do deputado eleito Daniel Coelho (PV) se estende há mais de um mês. O nome do parlamentar se fortaleceu para o cargo com o apoio do PSDB por conta de uma antiga rixa entre o senador Sérgio Guerra (PSDB) e o deputado federal eleito e presidente estadual do DEM, Mendonça Filho. O grupo dos dois caciques se estranha desde que os tucanos saíram da base de apoio arraesista para entrar na então aliança liderada por Jarbas Vasconcelos em 1999. O PSDB atualmente tem cinco deputados, porém dois deles se dizem governistas. O nome de Daniel, portanto, surgiu nessa fragilidade. O DEM tem apenas dois deputados.
Deputado, o senhor vai ser mesmo o líder da oposição?
Não tem sentido essa celeuma. Quem representa o Partido Verde na Assembleia Legislativa é a bancada. E eu fui o único parlamentar eleito pela bancada e meu partido, na Assembleia, faz parte da oposição. Então, nós temos três partidos que escolheram meu nome, o PV, o PSDB e o PMN. A decisão está tomada e vou assumir como líder da oposição a partir do dia 1º de fevereiro. Você não precisa de unanimidade para assumir um cargo, apenas respeitar a maioria.
Mas o senhor pode votar em si mesmo?
E o deputado eleito Tony Gel (antes cotado para ser o líder) também podia votar nele mesmo? O que eu quero dizer é que o posicionamento do PV, na Assembleia, é dado pelo líder do partido. E eu sou da oposição.
O senhor já conversou com o presidente da Casa, Guilherme Uchôa (PDT), sobre o assunto?
Não, mas o que as pessoas têm que entender é a população foi às urnas e me elegeu com o dobro do que teve o segundo colocado do PV (Roberto Leandro). Eu não fui nomeado, fui eleito por um processo democrático.
Então o senhor pensa em mudar de partido?
De forma alguma. Quem esteve presente no Palácio das Princesas, na última quinta-feira, não foi a maioria do PV não. Foram as pessoas que estiveram na campanha Roberto Leandro (PV), que não se elegeu (deputado estadual). Roberto Leandro teve 9 mil votos, eu tive 47,5 mil. Temos que respeitar a população.
O presidente estadual do PV e secretário de Meio Ambiente, Sérgio Xavier, disse que não havia motivos para permanecer na oposição...
Isso é uma opinião dele. Quando o governador cumprir os (15) pontos defendidos pelo partido, a gente diz se muda ou não (da oposição para a base). Mas eu estou sendo coerente. Foi na oposição que eu me coloquei para a sociedade e não pretendo mudar meu posicionamento. Se o discurso da oposição fosse fácil, não havia tanta gente migrando para a base governista.
Do Diário de Pernambuco
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