sábado, 15 de janeiro de 2011

"João Paulo no PMDB tem jogo"

Com o provável cenário na frente governista congestionado nas eleições municipais do ano que vem, uma alternativa que poderia abrir caminho para o deputado federal eleito João Paulo (PT) pode ser migrar para a base da oposição. ele já recebeu convite do PDT e PCdoB, mas já avisou que não sai da legenda. A nova possibilidade foi colocada pelo vice-presidente estadual do DEM, deputado federal André de Paula (DEM), que mesmo não pertencendo a nenhum dos dois partidos protagonistas do quadro, mandou um recado direto para am­bos. “Se João Paulo for para o PMDB, aí tem jogo”, avisou, já em referência às próximas eleições. 

De acordo com o democrata, o bom relacionamento pessoal do ex-prefeito do Recife com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e “a sinergia” entre João e a Executiva Nacional peemedebista poderiam selar as bases para uma futura adesão. “A­go­ra, se é fácil ele ir para a legenda, aí você tem que perguntar a eles”, ponderou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem. Em relação a Jarbas, André referiu-se às parcerias firmadas entre o petista, quando era prefeito do Recife, e o Governo Estadual, quando o senador era governador. E no plano nacional, PT e PMDB são aliados.
Em contrapartida, o deputado tomou a ofensiva e teceu críticas a administração do atual prefeito do Recife, João da Costa (PT) - tido como candidato natural à reeleição entre os governistas. “Se ele não per­ceber que é mal-avaliado pelo povo, vai dançar. Eu an­do nas ruas e sei que esses 24% são muito otimistas”, alfinetou, em alusão à pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, no ano passado, avaliando a gestão em nove capitais do País.
Questionado se seria o candidato do DEM para postular uma vaga em 2012, André de Paula colocou que seu nome ainda não está posto na mesa. “Em princípio, não tenho nenhuma pretensão. Mas qualquer cenário será avaliado com racionalidade”, ponderou. Com relação ao tensionamento das relações entre os partidos da oposição, o democrata defendeu a unidade. “Toda a eleição, sobretudo quando há derrota, deixa dores e cicatrizes. Mas nós estamos fadados ao entendimento. Juntos somos pequenos, separados somos inexistentes”, sacramentou. Assim, o deputado se mostrou confiante que seu partido e o PSDB têm chance de caminhar juntos, apesar das sequelas deixadas na campanha eleitoral passada.

CAROL BRITO   

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