sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Possível adesão do PSDB inquieta tucano


Líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado Antônio Moraes (PSDB) está inquieto com as especulações de que sua legenda entrará para a base de apoio ao governador Eduardo Campos (PSB). E, principalmente, no que diz respeito aos rumores de que ele estaria cotado para a Secretaria de Recursos Hídricos, hoje comandada por João Bosco. Anteontem, durante a sessão plenária, o tucano fez questão de reunir a Imprensa para prestar esclarecimento. Como já havia dito em entrevista na Rádio Folha FM 96,7, na última segunda-feira, o parlamentar frisou que até o momento não houve nenhuma conversa, no entanto admitiu que seguirá a orientação do partido, no caso de haver aliança.

“Essa coisa ( de ida para secretaria) nunca foi tratada dentro do partido. Pode acontecer? Pode”, reconheceu. A explicação de Moraes é de que em estados como Goiás, Paraná, Minas Gerias, Tocantins - governadas pelo PSDB - e Paraíba - sob comando do PSB - já existe união entre os dois partidos.


As preocupações do deputado, que já está no ninho tucano há cerca de dez anos, demonstram que a aliança entre as legendas está perto de engrenar. Ele garantiu que não pretende abandonar o PSDB, caso se confirme. “Quero deixar claro aqui que não mudo mais de partido, não tenho mais ida­de para isso. Vou cumprir qualquer determinação”, frisou. Antônio Mo­raes afirmou ainda que nun­ca conversou com o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, sobre a possibilidade de adesão.

Questionado sobre o papel da oposição na Assembleia Legislativa, que perderia metade do quadro de opositores com a aliança, o deputado reconheceu que a baixa no grupo será ruim para Casa. “É péssimo, vai ficar bem me­nor”, avaliou. Caso o PSDB passe para a base de apoio do governador Eduardo Campos e o deputado Daniel Coelho (PV) confirme sua migração para sigla tucana, teoricamente, a oposição será formada por apenas quatro parlamentares: Gustavo Negromonte (PMDB), Tony Gel (DEM), Maviael Cavalcanti (DEM) e Severino Ramos (PMN).



Da Folha de PE

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