“Nós confiamos na Justiça e esperamos que ela (Carmem) seja chamada na sua responsabilidade de gestora do município”, disse o primeiro-secretário da Câmara, vereador Marciano Filho (PTB). No documento, os vereadores pedem ao TCE uma “análise técnica das contratações e de suas respectivas execuções através da instauração de auditorias”.
As duas denúncias mais graves dizem respeito a despesas com a Educação em Agrestina. A empresa vencedora da concorrência - orçada em R$ 186.013,20 - para fazer o transporte escolar no período de 30 de janeiro a 30 de abril de 2009, só veio a executar o serviço 33 dias após a data inicial do contrato, uma vez que o ano letivo começou em 2 de março.
Já o fardamento para os alunos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e os membros do Centro de Convivência do Idoso, que somam cerca de 100 beneficiados, custou R$ 62.341,56. O valor é pouco menos que os R$ 78.283,20 pagos pelos uniformes dos cerca de quatro mil alunos de 1ª a 8ª série do município.
Dentre os gastos sob suspeita também estão a compra de combustível para veículos que já não faziam parte da frota municipal por se encontrarem sucateados em 2009; a contratação de uma empresa com um número de CNPJ inválido para o fornecimento de cartuchos de impressão remanufaturados; e até a contratação de carros de som de uma empresa de propaganda que seriam, de acordo com os vereadores, de propriedade de um laranja de um filho da prefeita.
A assessoria de imprensa do TCE informou que há uma grande quantidade de processos em análise no Tribunal e, portanto, pode haver alguma demora na resposta aos documentos enviados. Ainda assim, o órgão prometeu dar maiores esclarecimentos sobre a apreciação das denúncias. A prefeita Carmem Miriam Alves também foi procurada, mas não foi encontrada.
Da Folha de PE
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