O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi reeleito para a presidência do PDT por mais dois anos em convenção nacional realizada nesta sexta-feira (25) na sede do partido, em Brasília. Lupi, que já era presidente licenciado, vai se licenciar novamente para continuar à frente do ministério.A Comissão de Ética Pública da Presidência orienta ministros de Estado a não exercer função de dirigente partidário. As regras de conduta de autoridades da comissão estabelecem o seguinte: "Não deve a autoridade exercer, formal ou informalmente, função de direção ou coordenação partidárias, nem participar de exame de matéria no âmbito partidário que possa implicar, ainda que potencialmente, na utilização de informação privilegiada a que tem acesso em decorrência do cargo público que ocupa."
Com a licença de Lupi, dois dos três vice-presidentes eleitos do PDT - os deputados federais André Figueiredo (CE) e Brizola Neto (RJ) - devem se revezar na presidência da legenda. O outro vice, o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, está licenciado por motivo de saúde.
O atual presidente em exercício do PDT, Manoel Dias, será secretário-geral. O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, será secretário de organização.
Durante discurso na convenção, Lupi afirmou que o projeto do partido é que, em 2012, todos os municípios tenham candidato próprio. "Onde não for possível termos candidato próprio, o diretório precisará explicar à Executiva Nacional o porquê."
Para o ministro, o partido precisa passar por uma "reconstrução" e "abrir portas" para a juventude. "Temos que atrair a juventude, não para carregar bandeira, mas para eles serem candidatos, serem protagonistas".Ele também defendeu, no discurso, o fim das coligações para as eleições proporcionais. "Acho que o partido tem que mostrar a sua cara", disse Lupi. Ficou definido que o PDT fará um congresso nacional em agosto, no Rio Grande do Sul, para discutir "a atualização das teses" da legenda.
Novo partido
Após a oficialização de sua recondução, Lupi disse estar despreocupado com eventuais migrações do PDT para o Partido Social Democrático (PSD), recém-criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
"Nenhuma preocupação. O campo dele [do Kassab] é diferente do nosso. O dele está sendo mais um partido de representação eleitoral do que a formação de um partido ideológico", disse Lupi.
Do G1.com
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