terça-feira, 15 de março de 2011

João Paulo não fala do seu futuro

O Deputado Federal João Paulo (PT), em entrevista na tarde desta segunda-feira à Rádio CBN, sofreu aperto de todos os lados de jornalistas do primeiro escalão, mas não abriu a guarda em nenhum instante sobre sua briga com o prefeito João da Costa e o seu futuro político dentro do PT.

Em síntese, declarou que a antecipação do debate eleitoral é muito da cultura do brasileiro. Se o gestor vai bem, o debate não é deflagrado tão cedo. Se não está, antecipa-se a discussão. Mas negou que estivesse se referindo ao prefeito João da Costa.


Pode até sair do PT, se as circunstâncias lhe obrigarem a isto. Mas não apenas com o propósito de candidatar-se a prefeito do Recife.
Se trocasse de partido por um “projeto eleitoral” estaria se desqualificando, politicamente, depois de 40 anos de militância, tendo sido, sucessivamente, o primeiro vereador do PT na capital, o primeiro deputado estadual, o primeiro presidente da CUT, o primeiro prefeito do PT e também o primeiro operário, o primeiro a ser reeleito e o primeiro a fazer o sucessor.
Se era carne e unha com João da Costa, o que ocasionou o rompimento? Esta pergunta foi feita a João Paulo várias vezes mas ele respondeu, diplomaticamente.


Em vez de falar em “rompimento”, disse que, quando era prefeito, os assuntos da “gestão” eram de sua responsabilidade. Mas mantinha um “núcleo político”, do qual João da Costa fez parte durante 8 anos, para debater as “questões estratégicas” do partido e da administração.João da Costa acabou com este “núcleo” e o distanciamento entre ambos se consumou.


Versões de que queria “mandar” na prefeitura são absolutamente inverídicas, segundo João Paulo. Nunca quis mandar em nada e o próprio João da Costa é testemunha disso.
Tanto é verdade que embora o governo de João da Costa sendo de continuidade ao seu, 11 secretários da gestão anterior foram afastados para dar lugar a novas caras indicadas pelo atual prefeito.
Nunca, em tempo algum, interessou-se pelo controle da “maquina partidária” porque isso nunca fez parte de suas utopias. “Como sou apaixonado pela essência do ser, quero morrer defendendo esses princípios”, concluiu João Paulo.

Com informações do Blog de Inaldo Sampaio

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