domingo, 13 de março de 2011

Armando 2014?

Em 2006, então deputado federal, Armando Monteiro (PTB) chegou a se posicionar como pré-candidato ao governo de Pernambuco e desistiu. Concorreu à reeleição e acabou como o mais votado do estado. Obteve 205.212 votos. Quatro anos depois, figurou na chapa encabeçada pelo governador reeleito Eduardo Campos (PSB) e conquistou mandato de senador. Mais uma vez, chegou à frente nas urnas. Totalizou 3,1 milhões de votos. Comandou a ascensão do partido que preside em Pernambuco e abriu perspectivas para retomar o projeto de chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

O senador admite que o governo do estado está nos seus planos, mas ressalva que o partido não está ´olhando` para 2014 e, sim, para 2012. As eleições do próximo ano, diz, serão um teste para o PTB. Afirma que, só após registrar crescimento em todas as regiões de Pernambuco, conquistando prefeituras, novos quadros e lideranças, o partido pode olhar para adiante. Salienta ainda que a sigla integra um conjunto de forças e que, por isso, não tocará projetos deforma individual.

Embora prefira minimizar sua movimentação, Armando é encarado como potencial candidato à sucessão de Eduardo por gente da base governista. Em reserva, integrantes da frente situacionista chegam a enumerar os passos dados nesse sentido pelo líder petebista. Lembram que, ao desvincular o partido da gestão do prefeito do Recife, João da Costa, Armando se liberou de qualquer compromisso oficial com o PT, outra legenda que vai brigar pelo governo em 2014. 

Observam também, ao se aproximar do ex-prefeito João Paulo, hoje deputado federal pelo PT, o senador demonstra estar disposto a abrir o palanque. Por fim, salientam que o fato de Armando ter destacado, no discurso de estreia no Senado, a importância de políticos da oposição, é um sinal de que ele está deixando a porta aberta para, se necessário, firmar parcerias com aliados de outros tempos. Entre os nomes citados por ele na tribuna estão o do ex-senador Marco Maciel e do ex-deputado Roberto Magalhães. Os dois são filiados ao DEM, partido que,especula-se, teria apoiado o petebista em 2010.

Nos bastidores da frente governista, uma certeza se sobressai nas avaliações feitas sobre Armando: ele se manterá fiel a Eduardo e construirá as condições para ser o candidato da situação - levando-se em conta o contexto de hoje. Também afirmam que o PTB ou qualquer outro partido da base não deverá abrigar João Paulo, uma vez que interesses do governador estariam sendo contrariados. Armando Monteiro lembra que o ex-prefeito do Recife foi extremamente solidário com ele na campanha de 2010, mas, ressalta, jamais tratou da mudança de partido nas conversas que mantêm. Diz ainda que sua candidata para 2014 é ´a unidade` da frente governista. ´Temos que manter projeto que vem dando certo e com aprovação popular. Não é hora de tratar de nomes`, justifica.



Do Diário de PE

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