segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Morre Orisvaldo Inácio


Orisvaldo e sua esposa Giza Simões(PMDB)

Mesmo sendo seu adversário político, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), fez questão de reconhecer hoje, publicamente, as qualidades políticas e pessoais do ex-prefeito e ex-deputado Orisvaldo Inácio da Silva, que faleceu no Recife, sábado à noite, aos 73 anos de idade, e será sepultado nesta segunda-feira no cemitério de Alagoinha.
Totonho, o vice-prefeito Augusto Martins (PTB) e o presidente da Câmara Municipal, Erickson Torres (PMDB), foram alguns políticos de Afogados que foram à sede do Poder Legislativo para prestar sua última homenagem a Orisvaldo.   
Na tribuna da Casa, o prefeito fez as seguintes afirmações: “Independente do lado político que estamos, quero dá meu testemunho de homem íntegro e humilde que foi Dr. Orisvaldo para o povo afogadense. Ele deixa um legado pelo trabalho prestado ao nosso município, tanto na vida pública como na profissão de médico”.

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), decretou luto oficial por três dias,, a contar de hoje, pelo falecimento ontem, no Recife (Hospital Português), do médico, ex-prefeito e ex-deputado estadual Orisvaldo Inácio da Silva.
Orisvaldo tinha 73 anos de idade, era natural de Alagoinha, cidade próxima a Pesqueira, e foi vítima de peritonite (inflamação no peritônio que evoluiu para infecção generalizada).

Ele era casado com a professora aposentada e também ex-prefeita, Gizelda Gimões, e tinha dois filhos.

Orisvaldo se elegeu prefeito em 1988 pela legenda do PMDB, tendo como vice naquela ocasião o engenheiro Totonho Valadares (PSB), que acumulou o cargo com a Secretaria de Infraestrutura.
Em 1994 elegeu-se deputado estadual na chapa encabeçada por Miguel Arraes para o Palácio do Campo das Princesas. E renovou o mandato mais duas vezes.
O corpo do ex-prefeito e ex-deputado será velado neste domingo em Afogados da Ingazeira e amanhã será sepultado em Alagoinha.

“Ele era um homem bom, excelente médico e grande homem público”, disse o médico e ex-prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, uma das primeiras pessoas a chegar ao Hospital Português para levar suas condolências à viúva e aos filhos do ex-deputado.
O governador Eduardo Campos foi informado da morte de Orisvaldo quando se preparava para deixar sua residência, por volta das 22h do sábado, a fim de participar do “Bal Masqué” no Clube Internacional do Recife.

Orisvaldo e sua mulher, Giza Simões, comandavam as forças de Oposição em Afogados da Ingazeira ao atual prefeito, com quem o casal rompeu politicamente na eleição do ano 2000.
Naquela época, Totonho pleitou o apoio de Giza para tentar voltar à prefeitura (seu primeiro mandato foi de 1993 a 1996), mas ela, então prefeita, não pôde apoiá-lo porque era candidata à reeleição (e venceu o pleito). Aí se originou o rompimento.

Na eleição de 2010 Giza foi candidata a deputada estadual pelo PMDB e tornou-se majoritária no município com cerca de 9 mil votos. Essa votação a credencia a ser candidata em 2012 à sucessão do prefeito Totonho, que deverá ter como candidato o secretário de Articulação Regional José Patriota.

O ex-deputado Orisvaldo Inácio, que morreu sábado à noite no Recife e será sepultado hoje em Alagoinha, sua terra natal, representou junto com Antonio Mariano o município de Afogados da Ingazeira na Assembleia Legislativa durante 12 anos. Era um “gentleman” na acepção literal do termo e marcou sua passagem pela vida pública pela forma lhana com que tratava seus pacientes (era médico), seus adversários e correligionários. E era incapaz de cometer uma grosseria com quem quer que fosse.

A voz mansa e educada foi sua principal marca na Casa de Joaquim Nabuco e na prefeitura de Afogados da Ingazeira, que chefiou de 1989 a 1982 tendo como vice o atual prefeito Antonio Valadares Filho, o “Totonho”, que posteriormente se afastou dele por circunstâncias da política local. Totonho o sucedeu na prefeitura e foi sucedido pela esposa dele, Giza Simões. Mas se desentenderam na sucessão da sucessão (2000) e não mais se reconciliaram. Mas se respeitavam como adversários. 

É possível que ele não tivesse a política na cabeça quando chegou a Afogados há 43 anos para exercer a profissão de médico. Mas influenciado pela esposa, de tradicional família de Alagoinha (é sobrinha do ex-deputado Padre Simões), tornou-se prefeito e depois deputado. O principal herdeiro do seu espólio eleitoral não será nenhum dos dois filhos, que se mantêm à margem da política. E sim a mulher que é suplente de deputado pelo PMDB e pré-candidata a prefeita no próximo ano.      

Do Blog de Inaldo Sampaio 

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