sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aliança PSDB/PP pode emperrar

Eduardo da Fonte,Presidente do PP/PE
A gestação de uma aliança entre o PP e o PSDB rumo às disputas municipais de 2012, desde já, esbarra em alguns entraves complicados. Os dois principais pontos de divergência estão em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho. Na primeira, o tucanato trabalhará pela reeleição do prefeito Elias Gomes (PSDB), mas o presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, antecipa que seu compromisso naquele município é com a candidatura do deputado estadual pastor Cleiton Collins (PSC). Mais votado da Assembleia Legislativa com 137.157 mil, o social-cristão concorrerá ao executivo municipal. Majoritário em Jaboatão, Eduardo da Fonte obteve naquele município 43 mil votos. Indagado sobre os planos do presidente nacional dos tucanos, senador Sérgio Guerra, de ter o apoio dele à candidatura de Elias, o progressista avisou: “Não posso, porque meu compromisso em Jaboatão é com pastor Cleiton Collins. É um trabalho em conjunto desde 2006”. No Cabo, o cenário é semelhante. Eduardo da Fonte também foi o federal mais votado (26 mil). Lá, o progressista dobra com o vice-prefeito Vado da Farmácia (PDT), que pode ter o apoio do prefeito Lula Cabral (PTB) para sua sucessão. Em paralelo, o nome do PSDB para a disputa no município é o do deputado estadual eleito Betinho Gomes. Digerir tais obstáculos vai demandar jogo de cintura. “A construção tem que ser feita com muita calma e tranquilidade, porque a eleição é em 2012, não agora. A questão só começou a ser amadurecida”, ponderou Eduardo da Fonte. Por enquanto, as intenções do PP e PSDB são convergentes em Ipojuca e Paulista. No primeiro, o deputado estadual Carlos Santana (PSDB) é opção à Prefeitura tanto dos progressistas quanto dos tucanos. Em Paulista, o PP tem simpatia pelo tucano Dufles Pires, vice-prefeito da cidade. Até que sejam digeridas as costuras periféricas, Eduardo da Fonte garante que o Recife não ficará de fora dos arranjos. “E quando falo nessa questão, estou bem à vontade. Não serei uma imposição. Só serei candidato se for natural das forças que se unirem em torno desse projeto. Pode ser que seja outra pessoa”, ponderou.


RENATA BEZERRA DE MELO da Folha de Pernambuco

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