terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Credibilidade do ENEM


A Polícia Federal de Juazeiro (BA) começou a investigar a suspeita de vazamento do tema da prova da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o delegado Alexandre de Almeida Lucena, os investigadores devem ouvir professores de Petrolina (PE) que teriam ouvido comentários de alunos sobre o assunto tratado, pouco antes pouco antes da prova, que aconteceu neste fim de semana, em todo o país.
"É uma investigação prévia. Vamos falar com professores e alunos para saber o que aconteceu e, se necessário, abriremos um inquérito", disse ele ao G1.
Depois do primeiro dia do Enem 2010, no sábado (6), estudantes já haviam relatado problemas na impressão da folha de resposta e da prova amarela.
A redação fazia parte da prova aplicada no domingo (7) e teve como tema o trabalho na construção da dignidade humana. Com base em dois textos, os estudantes podiam escolher entre o trabalho do futuro e a escravidão.
A assessoria de imprensa do Ministério da Educação informou que tem convicção de que não houve vazamento, e que aguarda a investigação policial.
A Justiça Federal do Ceará informou, na tarde desta terça-feira (9), que a divulgação do gabarito do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) está proibida. Segundo a assessoria de comunicação da Justiça Federal cearense, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara, ratificou a decisão divulgada na segunda-feira (8), que acarretou na suspensão das provas realizadas no último fim de semana.
Uma nota divulgada pela assessoria diz que "a liminar já havia deixado evidente que o Exame Nacional do Ensino Médio encontra-se suspenso, incluindo, obviamente, a divulgação de gabaritos e recebimento de recursos". A Advocacia Geral da União informou que pretende entrar com recurso ainda esta semana.
De acordo com cronograma que havia sido divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o gabarito seria divulgado nesta tarde.
G1 entrou em contato com o MEC, que ainda não se pronunciou oficialmente.
FalhasO Enem 2010 foi aplicado neste fim de semana, em todo o país. No sábado (6), estudantes reclamaram de erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela. O MEC já admitiu as falhas.
O ministério informou que vai abrir uma página na internet, na quarta-feira (10), para receber reclamações de estudantes prejudicados com o problema da folha de respostas. No gabarito, houve uma troca nos nomes das áreas de conhecimento e alguns alunos alegam que seguiram os enunciados e preencheram as respostas de forma errada. De acordo com o MEC, os inscritos poderão pedir a correção invertida da prova.
Em relação à prova amarela, a estimativa é que cerca de 2 mil estudantes fizeram a prova que apresentava questões repetidas, sequência numérica errada e até algumas questões de um outro modelo aplicado, a prova branca. O ministério havia informado que avaliava a possibilidade de realizar um novo exame para esse grupo de alunos.
A juíza Karla de Almeida Miranda Maia, entretanto, entendeu que a nova prova pode beneficiar alguns estudantes. "A disponibilização de requerimento àqueles estudantes prejudicados pela prova correspondente ao caderno amarelo, e a intenção de realizar provas apenas para os que reclamarem administrativamente não resolve o problema. Novas provas poriam em desigualdade todos os candidatos remanescentes. Do mesmo modo, novas provas não solucionaram o problema da segurança na aplicação do exame", diz trecho da liminar.
Com informações do G1.com

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