“Essa coisa ( de ida para secretaria) nunca foi tratada dentro do partido. Pode acontecer? Pode”, reconheceu. A explicação de Moraes é de que em estados como Goiás, Paraná, Minas Gerias, Tocantins - governadas pelo PSDB - e Paraíba - sob comando do PSB - já existe união entre os dois partidos.
As preocupações do deputado, que já está no ninho tucano há cerca de dez anos, demonstram que a aliança entre as legendas está perto de engrenar. Ele garantiu que não pretende abandonar o PSDB, caso se confirme. “Quero deixar claro aqui que não mudo mais de partido, não tenho mais idade para isso. Vou cumprir qualquer determinação”, frisou. Antônio Moraes afirmou ainda que nunca conversou com o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, sobre a possibilidade de adesão.
Questionado sobre o papel da oposição na Assembleia Legislativa, que perderia metade do quadro de opositores com a aliança, o deputado reconheceu que a baixa no grupo será ruim para Casa. “É péssimo, vai ficar bem menor”, avaliou. Caso o PSDB passe para a base de apoio do governador Eduardo Campos e o deputado Daniel Coelho (PV) confirme sua migração para sigla tucana, teoricamente, a oposição será formada por apenas quatro parlamentares: Gustavo Negromonte (PMDB), Tony Gel (DEM), Maviael Cavalcanti (DEM) e Severino Ramos (PMN).
Da Folha de PE
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