A decisão de Armando foi anunciada um dia depois de ele mesmo informar que os titulares de Serviços Públicos e de Administração, respectivamente Isabel Viana e Fernando Nunes, iriam entregar os cargos do PTB. O gesto, que segundo ele era uma forma de deixar o prefeito ´à vontade` para reformar o secretariado, terminou indo mais além. E com sintomas de uma relação que deixou alguns hiatos (no mínimo).
Questionado seo PTB voltaria à PCR caso João da Costa pedisse, Armando Neto disse que não. ´Não considero que essa hipótese seja possível, porque talvez ele precise agregar novas forças. Não se trata de relação estremecida, nunca tive arranhão com ele. O que estou colocando não está no plano pessoal. Acho que está na hora de fazer uma mudança (na gestão), como disse o senador eleito Humberto Costa (PTB)`, declarou.
Segundo Armando Neto, não há motivo para o prefeito ficar ´constrangido` em fazer a reforma no secretariado. ´Houve um constrangimento porque se queria mudar a secretaria do PTB, por exemplo, mas não precisa de nenhum constrangimento, não. Resolvemos dar o exemplo: não temos gula por espaço `, observou o parlamentar, que virou líder do PTB em Pernambuco em 2003, pouco depois de romper com o então governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Na época, Armando criou o conhecido GI, Grupo Independente.
Armando Neto ainda contou estar em Brasília, motivo pelo qual não poderia se encontrar com o prefeito hoje, como o petista queria. O senador eleito frisou, no entanto, que a saída da PCR não tem volta. ´Não há reversão. Eu penso muito antes de tomar uma decisão, não é apenas um jogo de cena`, declarou, no início da noite. Algo que João Costa não cogitava no início da manhã de ontem. ´Às vezes os parceiros estão no governo, outras vezes não, mas gostaríamos que o PTB continuasse`, declarou.
Aline Moura
alinemoura.pe@dabr.com.br
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